terça-feira, 26 de novembro de 2013

Quando ela passou

Eu que sempre fui o tal, quando a vi virei plateia, passei mal.
Aquele rebolado era caso de polícia...
Seria muito pouco para aquele corpo ser definido como violão,
Aquilo era capaz de ser todos os instrumentos musicais.
Vem transformar meu samba triste em rock n' roll, mulher!
Vem agora ou quando você quiser.
Deixa pra lá essa marra de fingir que não viu que o meu queixo caiu.
Fiquei feito bobo pensando no que dizer pra te abordar. Talvez um
"Esse vestido te caiu muito bem"
Desisti.
Muito antiquado e todo mundo sabe que eu te quero sem.
No final das contas não disse nada
Te admirei até não poder ver o seu requebrado.
Melhor assim...
Não se para um furacão.

domingo, 20 de outubro de 2013

Um olhar saudoso e cuidadoso.

Frágeis, dependentes pela segunda vez
Maduros, maduros... Quase caindo do pé.
Quando os vi, chorei.
Um choro tão profundo que chegava a doer também por fora.
Não esperava que pudessem me sensibilizar tanto.
Um turbilhão de sensações e arrependimentos me ocorreram,
nenhuma imagem.
Minhas lágrimas eram longas e salgadas, como aquelas vidas.
Cada um com uma história, uma cama de solteiro, um acessório de lã
E uma tristeza: Foram deixados ali
Como terra que não dá mais flor.
Pra mim eram todos floridos!
Pra eles, capim amarelado, samba triste de uma nota só.
Esperar sem grande alegria pelo último suspiro não é missão fácil pra ninguém.
Não lembravam datas, idade, nem onde tinham colocado as sobras do café da manhã,
Mas lembravam perfeitamente como sorrir, lembravam tão bem de quando eram crianças,
que se não fossem as rugas, juraria estar com uma. Na verdade parecem tanto que nem as rugas
dão conta de denunciar.
Teimosia, peculiaridade, mania...
Esperança, tristeza, lembrança...
Me deram uma lição de moral sem dizer uma palavra dura sequer
Me fizeram repensar os poucos anos de atitudes tomadas que tive, só por estarem ali...
Mesmo debilitados, beijaram-me a mão. Que honra!
No fundo de seus olhinhos pequenos e muitas vezes já sofridos pela catarata, há saudade,
há dor mas há amor.
Um amor tão fácil de encontrar no outro quando já o encontrou em ti
Dei amor, recebi amor
Recebi de uma forma tão intensa que parece que meu coração ficou grande.
Tão grande que deixei um pedaço lá e trouxe cada pedacinho que me foi dado.
Fiz o que pude para acolhe-los, para deixa-los felizes e com mais alguma lembrança boa, para quem sabe, sorrirem um sorriso leve e feliz em algum momento do dia. E nesse momento, meu coração vai se encher de luz e de alguma maneira eu vou saber que no meio daquelas memórias tão comprometidas ainda há espaço pra mim e que aqueles coraçõezinhos que batem tão lendo ainda podem acelerar um bocadinho e dar espaço ao amor. Nessa hora, ambos sentiremos gosto pela vida.
E saudade, muita saudade...

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Nem teu nome eu sei, nissei.

De repente você chegou!
Mansinho... Como se já soubesse que em pouco tempo se tornaria 
um furacão em todo o meu sistema nervoso.
Singelamente perigoso como pé de cachoeira. 
No meio de tanto músculo havia seu interior; Frágil...Oposto a tudo o que via.
Parece que me pegou distraída e me pregou um imã, 
me tirou uma peça que eu tenho que buscar.
Saiu de perto mais leve do que chegou e não deixou nenhum manual.
Exige da minha intuição apenas com olhares tão sutis que até ardem. 
Despertam dúvida. Medo. Tesão.
Com você eu quero mais que isso, cansei da brincadeira.
Mas quando me achego me sinto totalmente dominada, justamente 
por me fazer dominante de sua atenção discreta e de toda a sua timidez...
Amansou-me.
Fico estatizada esperando seu próximo passo e me faço de platéia pro seu show.
Cedo ou tarde eu tomo tento... E tento já com a vitória garantida.
Colo sua pele na minha para a gente enfim
Miscigenar.

.

Sabe porque aquelas garotas lindas conseguem ter inveja de você? Porque você pode não ter aquelas roupas incríveis, aquele cabelo sedoso, lábios carnudos e corpo escultural que elas têm, mas você carrega um sorriso sempre aberto no rosto que tem um brilho que por si só, apaga qualquer beleza superficial que elas possam ter. Portanto, nunca se sinta menor do que pessoas assim, porque toda essa produção e esse nariz empinado, são escudos pro vazio que habita lá dentro.

Pontue-se

Interrogação tem forma de certeza, a certeza da dúvida, da vontade de saber mais sobre aquilo ou aquele. Por que não interrogação em tudo? A Exclamação é deslumbrante, surpreende a todos com sua autoconfiança, quando passa não há o que pensar, é aquilo e ponto. Ponto? É, ponto! O Ponto é carrasco, acaba com qualquer esperança, já foi. Próxima etapa, pronto, ponto. A Vírgula, como é doce, paciente, sempre dando tempo pra pensar e ver se é aquilo mesmo. Todo ser tem que ser e ter um pouco de cada ponto. Mas eu? Eu sou Reticências...

SE enxerga, mulher.

Chega!
Joga fora as revistas da Capricho
Aquela fio-dental vermelha que você odeia
Tira essa chapinha do cabelo
Coma aquele chocolate mesmo que isso lhe custe calorias
Fale palavrão quando quiser e arrote se não der pra segurar.
Para de fingir que é santa.
O amor não é um jogo, minha flor...
A paquera flui, o interesse acontece
É legal quando é de verdade 
Se a coisa é natural, o roqueiro pode virar sambista assim
Facinho, facinho.

(Jennyfer Rosa)

.

Maior galera pagando de coração de pedra, comedor(a), que faz e acontece. Mas a noite, todo mundo deita no escuro, coloca um fone e derrama baldes e mais baldes de palavras de amorzinho no ouvido e no coração.

terça-feira, 17 de setembro de 2013

As duas faces da cidade.

Eis o sonho de milhares de pessoas: A cidade.
 "Tem certeza que quer ir? Aqui a vida é tão mais fácil, tão mais calma...Menos corpo e mais sua alma."
E a resposta já era de se imaginar, mesmo assim, a mãe da moça insistiu em perguntar, mesmo sabendo a resposta que ela ia escutar. 
"Vou sim! Não tenho medo de prédio, do tédio e das dificuldades. Mas fique calma, eu sempre vou sentir saudades...Não te esqueço, não! Te ligo toda semana, nem que seja de um orelhão."
Chegando na cidade a moça quase caiu dura, sabia que tudo seria grande, mas não mil vezes a sua altura. Naquele momento se sentiu pequena por fora e enorme por dentro. Seu coração se encheu de esperança, mas sabia que a partir daquele momento não seria mais uma criança. 
Deu duro, sofreu, chorou, trabalhou, estudou, se formou e venceu. Finalmente venceu! E tinha muito orgulho de dizer que estava lá, e ainda mais em dizer o quanto doeu. 
Certo dia sentou em seu sofá e pensou: Até que a cidade não é tão ruim, não foi tão triste, tão sozinho...Cedo ou tarde a gente encontra um caminho. 
E do lado de fora do apartamento dela havia vários outros. Cheios de sorriso indeciso, roupas caras e caráter barato. Muita gente com embalagem de leão e essência de rato. Não todos, é claro. A cidade também é cheia de gente boa, feliz, verdadeira... 
A noite caiu e a rua ainda estava uma doideira. 
E há quilômetros de distância, havia um coração apertado, uma lágrima que nunca secou... Uma mãe angustiada esperando por uma ligação que nunca chegou.

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

E se ele não voltar?

Tinha que ser logo ele? Eu neguei tanto a mim mesma afirmar a hipótese que me passou pela mente um milhão de vezes. Mas esta na cara! Não na minha, pois eu sei disfarçar muito bem. A verdade é que ele mexe comigo. Não sei se é o sorriso de malandro que ele dá e me olha como se eu fosse a mulher mais gostosa do mundo, aquele sorriso já é uma preliminar. Ou aqueles braços fortes, que por mais que eu me arrependa de mais uma vez ter cedido e ido até ele, impedem que eu sequer pense em voltar atrás. Essas atrações seriam super naturais já que o nosso caso é completamente carnal. Acontece que mesmo quando ele vai, porque ele sempre vai, ele acaba ficando de alguma maneira. E isso não é normal, não pra mim. Não com ele. Porque eu já sei que ele sabe me seduzir como se tivesse nascido pra isso. E sabe mentir, tão bem que às vezes eu custo a acreditar que minta mesmo. Ele me envolve e faz com que eu pense ser única, mesmo sabendo que há tantas outras, mas naquele momento não. Ele não pensa em responder a mensagem da gostosa da faculdade, não pensa na lasanha deliciosa que vai requentar quando chegar em casa e nem qual será a próxima roupa, perfume ou mulher, ele pensa em mim. Ele olha pra mim, pro meu rosto já suado e meu corpo colado no dele, me aperta forte e sorri, um sorriso que eu consigo ver nitidamente mesmo com tão pouca luz. E eu só fico torcendo pra que ele nunca goze, quero aquilo pra sempre. Quero por alguns minutos, alimentar a falsa ideia de que quando tudo aquilo acabar, o sorriso vai continuar o mesmo, vamos tomar banho juntos e ir até a locadora pegar filmes pra mesma noite, comer pipoca de panela e dividir uma caixa de bombom. Virei os olhos e acabou. De fato ele continuou sorrindo, mas pediu pra que eu tomasse banho logo pois ele tinha um compromisso mais tarde.
E já no banho, ainda respirando ofegante, um turbilhão de pensamentos confundiram minha cabeça e me encheram de respostas ao mesmo tempo. Eu queria aquilo de fato? Eu queria filhos com aquele sobrenome? Eu queria me preocupar com o tamanho das alianças ou rir forçado quando ele errasse no presente? Não! Eu queria justamente o que eu estava tendo. Eu era exatamente como ele, sem aviso prévio pra chegar ou ir embora, sem compromisso. E isso que me encanta... Sempre sabíamos como encontrar um ao outro, mas nunca sabíamos quando ia acontecer, quando não aguentaríamos mais e precisaríamos urgentemente daquilo que só um sabe dar ao outro. A graça do incerto é o que me encanta nele.
Queria conhecer outros sorrisos, outros braços, talvez não tão musculosos...Outros beijos e muitos outros orgasmos. Mas não naquele momento, naquele momento era só ele. Dei um sorriso de canto de boca explicitamente malicioso, desliguei o chuveiro e fui até ele. Deixei a toalha cair e disse: "Desmarca o compromisso, vamos de novo."
Ele sorriu maliciosamente como se aquilo fosse tudo o que ele queria ouvir. E aproveitamos da melhor maneira que podíamos, aquele momento tão gostoso e tão nosso, que não fazíamos ideia de quando aconteceria de novo, mesmo sabendo que podia ser quando a gente quiser.
E sim, ele mexe comigo! Mas de um jeito muito melhor do que a saudade daquela cama compartilhada me fez pensar.

sábado, 24 de agosto de 2013

..

E eu sempre esperei, dia após dia, algo que pudesse chegar, colar e mim e sugar todas as minhas dores e receios...E agora eu penso o quão dependente esse pensamento é. A mudança vem de dentro. Autoconfiança não se compra, muito menos se espera a vida inteira num banco qualquer, que alguém passe por você e por pura piedade decida lhe doar um pouco.

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

A beleza de ser...

Eu não sou fácil, e adoro dizer isso. Adoro, porque adoro dizer qualquer coisa sobre mim. Sou tímida, por mais contraditório que isso possa parecer. Ciumenta, implicante, aérea...Sou feito pimenta, agradável... mas não ouse por uma gota a mais, explodo! Sou preguiçosa, esperançosa, sou 8 ou 80. Apaixonada, mal acostumada, atrapalhada...já disse ciumenta? Não sou santa, graças a Deus! Sou sedução discreta, quando dá, poeta. Sou de lua! Mas também do sol, ar... ariana. Sou tudo isso, sou nada disso, sou sei la o que, mas sou. (Jennyfer Rosa)

sábado, 11 de maio de 2013

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Adeus castelo

Tava tudo bem...
Sem explicação
Por sair de mão
Desandar...

Tava indo tudo bem...
Tinha soneto, refrão,
Mas não acorde final.

Tava tudo bem...
Sem motivo, só bem.

Era riso, era plano, 
Era ansiar por estar junto
Sem saber que junto seria o final.

Tava indo tão bem...
Mesmo sem começar
Mesmo sem ser carnal

Tava indo tão bem...
Pena é o bem ser
Tão mortal.

quarta-feira, 24 de abril de 2013

(

Linda!
Tão gigante, mas cabe no meu polegar.
Onipresente!
Mas parece ser um privilégio só meu, parece
que escolheu a minha janela pra exibir sua beleza
exuberante, tão linda que as vezes até dói.
Seria egoísmo meu querer toma-la apenas pra mim?
Já trabalhou tanto, testemunhando beijos, casais 
apaixonados, rios de lágrimas, promessas, mortes,
mares...Seria um problema se decidisse falar.
Queria tanto toca-la, não necessariamente em seu
tamanho original.
Assim ta bom, guardo no bolso, faço um colar...
Sinto sua falta quando não esta.
Oh, idolatrada Lua, quem me dera ao menos por 
alguns segundos poder te tocar
Mas esse é o seu charme, a beleza superior, intocável
jamais chegarei a seus pés.

quinta-feira, 18 de abril de 2013

"Escreve, se puderes, coisas que sejam tão improváveis como um sonho, tão absurdas como a lua-de-mel de um gafanhoto e tão verdadeiras como o simples coração de uma criança." 
 Ernest Hemingway

sábado, 13 de abril de 2013

... qualquer coisa incompleta

Alguns diziam a ela que era Prepotente e Arrogante, que era como se o mundo girasse a seu redor...e girava! Ela não sabia explicar como nem porque, mas girava.
Talvez por fazer com que ele girasse a seu redor com tanta naturalidade, era alvo de ódios, e sabia disso. Mas usava toda a sua prepotência pra pensar que aquele ódio acontecia, porque não tinham conseguido que fosse amor, ou algo muito distante disso, mas positivo, afinal ela não olhava pra ninguém.
Mas conseguia chamar atenção, conseguia ser o centro, conseguia ser o que quisesse quando quisesse. Ela tinha muito amor pra dar, talvez seja isso.

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Que seja

Não sei bem o que é. Só sei que não é amor.
Nem paixão ou coisa parecida...
Talvez seja vontade, curiosidade ou pura atração.
Se é passageiro ou não, só com o tempo vou saber,
talvez nunca saiba. Bobagem.
Pra falar a verdade eu não penso muito em você.
Mas quando penso, gosto.
Já disse, não é amor!
Mas você me deixa com muita vontade de descobrir o que é...
Acho que a gente ainda vai se entender e se desentender em dobro.
Que seja...
É, conseguiu! Acho que tô afim de você.
Que seja...

quarta-feira, 27 de março de 2013

ABC

Agressividade
Bandidagem 
Covardia
Dor
Exploração
Falsidade
Genocídio 
Humilhação
Ignorância
Justiça?
Lamentações
Manipulação
Negligência 
Opressão
Preconceito
Quedas
Rejeição
Sofrimento
Túmulos 
Urgência
Violência
Xingamentos
Zombaria

Era tanta coisa ruim precisando ser pensada, precisando ser mudada...
Desliguei a televisão.



domingo, 24 de março de 2013

Já foi.

Eu morria de ciúmes de você e deixava isso bem claro.
Você já não aguentava mais aquela minha insegurança.
No começo você tentava melhorar as coisas através de mimos,
dizendo que não tinha olhos pra mais ninguém... 
Quem me dera!
Você tinha olhos pra todo mundo, eu via aquilo e me dava ânsia.
Eu não podia me controlar, você era meu! Só meu!
Mais ataques de fúria, mais crises... menos nós.
A cada crise eu sentia que um pouco de nós ia embora, 
mas você ainda estava ali e isso me bastava.
Um dia você foi. Sem avisar, sem deixar contato...
Só então eu percebi que apesar de ter olhos pra todo mundo,
você só enxergava a mim.
Tarde demais...

sábado, 23 de março de 2013

Coisas da carne, não do coração.

Havia calores em mim.
O calor do amor e o calor do tesão.
Minha mente sempre foi fértil pra 
imaginar cenas censuradas.
Gostava de vivencia-las, mas sentia 
um enorme prazer em apenas imaginar como seria
com quantos seria, quantas vezes e em qual velocidade,
intensidade e qual seria o tamanho da entrega.
Depois do clímax, acabou. Pros dois.
Esse era o bom!
Só não podia pensar em amor, isso era o bastante
pra quebrar qualquer clima criado entre algumas 'eus'
e poucos deles.
Pensar em amor, em romantismo sempre me fazia ver
as coisas de outra forma e criar expectativas desnecessárias
na hora do prazer carnal... 
Por ser extremamente romântica, não me permitia esse 
pensamento, essa sensação.
A verdade é que não consigo ser de ninguém.

Não mais.

 Já não era a mesma coisa. Era difícil pra mim ter que admitir... mas de fato não era.
 Onde estaria a emoção inicial? Em nós não estava.
 Até tentamos, não posso ser hipócrita e dizer que não. 
 Tentamos até mais do que nosso físico e psicológico poderia tentar.
 De nada adiantou. Sentia sua presença cada vez mais ausente de mim. 
 Seu sorriso lindo, cheio de curvas que antes era o motivo principal
pra eu abrir mão de qualquer coisa, havia se tornado apenas um sorriso. 
 Eu poderia ver qualquer um igual ao ligar a TV.
 E doía, não sei dizer o quanto doía em mim, mas podia ver o quanto doía em você.
 Acreditamos de todo o coração que aquilo duraria pra sempre... e no fim, 
acabamos abortando filhos antes mesmo de gera-los. 
 Um dia simplesmente não deu mais, acabou...gradativamente fomos colaborando
de forma implícita pra esse fim. 
 Já não sinto sua falta como antes, pra ser sincera, não sinto mais a sua falta,
mas quando paro pra pensar em quando ainda estava bom, não posso dizer que não dói.

segunda-feira, 11 de março de 2013

Você me fazia ferver



‎"Você me fazia ferver. Dos pés à cabeça. Em todos os sentidos.Errava do jeito certo, me dava motivos, e claro, eu caia em todos eles e gritava com você, fervia e você só esperava eu ferver pra se acalmar e vir falar que não tinha porque aquilo tudo, sem stress... me pegava pelo cabelo e dizia no meu ouvido coisas que alternavam censura e romantismo. E eu sentia sua voz, seu cheiro, seu toque, sua firmeza e novamente eu fervia, só que dessa vez, do jeito que você queria que fosse. Mais uma vez estava tudo bem."



                                                                    (Jennyfer Rosa)