sexta-feira, 10 de setembro de 2010

A moça invisível

Invisível.
Assim sempre esta aquela moça.
Ninguém a vê, ninguem a sente,
ninguem a toca.
Abrindo e fechando portão para todos,
mas nunca vista por ninguém.
Muda a roupa, o rosto o riso,
dia cabelo enrolado, dia liso,
Ninguem nota.
Quilos a menos, quilos a mais
roupas na moda ou nem tão sensuais,
Ninguém nota.
Ê, mulher invisível, vê se faz algo de novo
para alguem te notar!

  *Fiz para a moça que abre e fecha os portões da escola, dá recados, enfim...quase invisível.

...

Num ninho de cobras cascavéis, falsas e crueis eu me encontro.
Me acho sem leito, sem respeito, sem calor.
Um lugar onde odiar é fingir que ama, que quer bem sem amparar.
Fuchicos, suplicos, conversas sem fim.. aqui realmente sou só eu por mim
Sem paz, sem posse, sem prece
A verdade que passa por mim e me esquece
Sem paz, sem posse, sem prece..
Olhares frios, arrepios, coisas sem explicação.
Desconfiança, intolerância parecem não ter solução
Me frustro e me ajusto a essa forma de ser, não sei se o problema sou eu
ou se eles é que não sabem viver.

Solidão

Procuro-me, perco-me
No meio da multidão
Estou sozinha, sem nada por dentro,
com tudo por fora
Sem sombras por fora e assombrada
por dentro
A espera de uma sombra, um som, sorrisos.
Solidão que me pegou e não quer largar
Será mesmo possível alguém encontrar
um sujeito largado e sem luz como eu?

(Jennyfer Rosa)