sábado, 23 de março de 2013

Coisas da carne, não do coração.

Havia calores em mim.
O calor do amor e o calor do tesão.
Minha mente sempre foi fértil pra 
imaginar cenas censuradas.
Gostava de vivencia-las, mas sentia 
um enorme prazer em apenas imaginar como seria
com quantos seria, quantas vezes e em qual velocidade,
intensidade e qual seria o tamanho da entrega.
Depois do clímax, acabou. Pros dois.
Esse era o bom!
Só não podia pensar em amor, isso era o bastante
pra quebrar qualquer clima criado entre algumas 'eus'
e poucos deles.
Pensar em amor, em romantismo sempre me fazia ver
as coisas de outra forma e criar expectativas desnecessárias
na hora do prazer carnal... 
Por ser extremamente romântica, não me permitia esse 
pensamento, essa sensação.
A verdade é que não consigo ser de ninguém.

Não mais.

 Já não era a mesma coisa. Era difícil pra mim ter que admitir... mas de fato não era.
 Onde estaria a emoção inicial? Em nós não estava.
 Até tentamos, não posso ser hipócrita e dizer que não. 
 Tentamos até mais do que nosso físico e psicológico poderia tentar.
 De nada adiantou. Sentia sua presença cada vez mais ausente de mim. 
 Seu sorriso lindo, cheio de curvas que antes era o motivo principal
pra eu abrir mão de qualquer coisa, havia se tornado apenas um sorriso. 
 Eu poderia ver qualquer um igual ao ligar a TV.
 E doía, não sei dizer o quanto doía em mim, mas podia ver o quanto doía em você.
 Acreditamos de todo o coração que aquilo duraria pra sempre... e no fim, 
acabamos abortando filhos antes mesmo de gera-los. 
 Um dia simplesmente não deu mais, acabou...gradativamente fomos colaborando
de forma implícita pra esse fim. 
 Já não sinto sua falta como antes, pra ser sincera, não sinto mais a sua falta,
mas quando paro pra pensar em quando ainda estava bom, não posso dizer que não dói.