sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Nem teu nome eu sei, nissei.

De repente você chegou!
Mansinho... Como se já soubesse que em pouco tempo se tornaria 
um furacão em todo o meu sistema nervoso.
Singelamente perigoso como pé de cachoeira. 
No meio de tanto músculo havia seu interior; Frágil...Oposto a tudo o que via.
Parece que me pegou distraída e me pregou um imã, 
me tirou uma peça que eu tenho que buscar.
Saiu de perto mais leve do que chegou e não deixou nenhum manual.
Exige da minha intuição apenas com olhares tão sutis que até ardem. 
Despertam dúvida. Medo. Tesão.
Com você eu quero mais que isso, cansei da brincadeira.
Mas quando me achego me sinto totalmente dominada, justamente 
por me fazer dominante de sua atenção discreta e de toda a sua timidez...
Amansou-me.
Fico estatizada esperando seu próximo passo e me faço de platéia pro seu show.
Cedo ou tarde eu tomo tento... E tento já com a vitória garantida.
Colo sua pele na minha para a gente enfim
Miscigenar.

.

Sabe porque aquelas garotas lindas conseguem ter inveja de você? Porque você pode não ter aquelas roupas incríveis, aquele cabelo sedoso, lábios carnudos e corpo escultural que elas têm, mas você carrega um sorriso sempre aberto no rosto que tem um brilho que por si só, apaga qualquer beleza superficial que elas possam ter. Portanto, nunca se sinta menor do que pessoas assim, porque toda essa produção e esse nariz empinado, são escudos pro vazio que habita lá dentro.

Pontue-se

Interrogação tem forma de certeza, a certeza da dúvida, da vontade de saber mais sobre aquilo ou aquele. Por que não interrogação em tudo? A Exclamação é deslumbrante, surpreende a todos com sua autoconfiança, quando passa não há o que pensar, é aquilo e ponto. Ponto? É, ponto! O Ponto é carrasco, acaba com qualquer esperança, já foi. Próxima etapa, pronto, ponto. A Vírgula, como é doce, paciente, sempre dando tempo pra pensar e ver se é aquilo mesmo. Todo ser tem que ser e ter um pouco de cada ponto. Mas eu? Eu sou Reticências...

SE enxerga, mulher.

Chega!
Joga fora as revistas da Capricho
Aquela fio-dental vermelha que você odeia
Tira essa chapinha do cabelo
Coma aquele chocolate mesmo que isso lhe custe calorias
Fale palavrão quando quiser e arrote se não der pra segurar.
Para de fingir que é santa.
O amor não é um jogo, minha flor...
A paquera flui, o interesse acontece
É legal quando é de verdade 
Se a coisa é natural, o roqueiro pode virar sambista assim
Facinho, facinho.

(Jennyfer Rosa)

.

Maior galera pagando de coração de pedra, comedor(a), que faz e acontece. Mas a noite, todo mundo deita no escuro, coloca um fone e derrama baldes e mais baldes de palavras de amorzinho no ouvido e no coração.

terça-feira, 17 de setembro de 2013

As duas faces da cidade.

Eis o sonho de milhares de pessoas: A cidade.
 "Tem certeza que quer ir? Aqui a vida é tão mais fácil, tão mais calma...Menos corpo e mais sua alma."
E a resposta já era de se imaginar, mesmo assim, a mãe da moça insistiu em perguntar, mesmo sabendo a resposta que ela ia escutar. 
"Vou sim! Não tenho medo de prédio, do tédio e das dificuldades. Mas fique calma, eu sempre vou sentir saudades...Não te esqueço, não! Te ligo toda semana, nem que seja de um orelhão."
Chegando na cidade a moça quase caiu dura, sabia que tudo seria grande, mas não mil vezes a sua altura. Naquele momento se sentiu pequena por fora e enorme por dentro. Seu coração se encheu de esperança, mas sabia que a partir daquele momento não seria mais uma criança. 
Deu duro, sofreu, chorou, trabalhou, estudou, se formou e venceu. Finalmente venceu! E tinha muito orgulho de dizer que estava lá, e ainda mais em dizer o quanto doeu. 
Certo dia sentou em seu sofá e pensou: Até que a cidade não é tão ruim, não foi tão triste, tão sozinho...Cedo ou tarde a gente encontra um caminho. 
E do lado de fora do apartamento dela havia vários outros. Cheios de sorriso indeciso, roupas caras e caráter barato. Muita gente com embalagem de leão e essência de rato. Não todos, é claro. A cidade também é cheia de gente boa, feliz, verdadeira... 
A noite caiu e a rua ainda estava uma doideira. 
E há quilômetros de distância, havia um coração apertado, uma lágrima que nunca secou... Uma mãe angustiada esperando por uma ligação que nunca chegou.