Ta acabando. Minha ampulheta ta mais cheia do lado de baixo, e mesmo que coloquem mais areia e mais, e mais, e mais, ela descerá rapidamente e sempre estará mais cheia do lado da minha desvantagem, ou vantagem. Às vezes não vejo a hora do meu tempo acabar. Preciso da tal 'válvula de escape', seja ela qual for.
Ta tudo diferente, tudo mudando, nem sempre pra melhor, na verdade, quase nunca. A tendência é piorar. Terapia às terças, 14h03, 14h13, 23... sempre me atraso. Não consigo mais controlar nada em mim, muito menos o tempo. Poucas coisas me tem feito bem, me tem distraído. Muitas desistiram de mim, me trocaram, algumas nem quiseram me conhecer. To sobrecarregada, até o que deveria ser bom já não ta mais com gosto de mel, trocaram por músculo e nervos de carnes velhas. Nervos! Os meus? Descontrolados, tensos, doloridos. To apodrecendo por dentro e por fora, posso sentir o cheiro da minha própria carniça, nada suaviza esse cheiro, mesmo com esforço. Sempre que me sentia mal, ia escrever, agora nem isso faço mais, só tenho forças pra chorar, odiar, rir um pouco da minha própria situação e desejar, milhares e milhares de coisas. PENSAR! Claro, como pude esquecer. Meu pensamento me domina. Embora haja uma frase que diga exatamente o oposto, acho que o pensamento de todos os domina, senão, só pensaríamos quando quiséssemos e estamos pensando a todo instante. Sonho é pensamento desacordado, mas não deixa de ser um. Queria que todos os meus pensamentos fossem escritos, um dia faria um livro de vários deles. Me distraio com futilidades e sinto um vazio maior que o espaço que ele podia ocupar. Mas quer saber? Acho que eu nem ligo mais...
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