terça-feira, 20 de dezembro de 2011

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Medo de quê? A única coisa que pode te amedrontar é você mesmo. Você é quem escolhe ver o lado bom ou ruim de cada coisa (Jennyfer Rosa)

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Escapando da válvula

Ta acabando. Minha ampulheta ta mais cheia do lado de baixo, e mesmo que coloquem mais areia e mais, e mais, e mais, ela descerá rapidamente e sempre estará mais cheia do lado da minha desvantagem, ou vantagem. Às vezes não vejo a hora do meu tempo acabar. Preciso da tal 'válvula de escape', seja ela qual for.
Ta tudo diferente, tudo mudando, nem sempre pra melhor, na verdade, quase nunca. A tendência é piorar. Terapia às terças, 14h03, 14h13, 23... sempre me atraso. Não consigo mais controlar nada em mim, muito menos o tempo. Poucas coisas me tem feito bem, me tem distraído. Muitas desistiram de mim, me trocaram, algumas nem quiseram me conhecer. To sobrecarregada, até o que deveria ser bom já não ta mais com gosto de mel, trocaram por músculo e nervos de carnes velhas. Nervos! Os meus? Descontrolados, tensos, doloridos. To apodrecendo por dentro e por fora, posso sentir o cheiro da minha própria carniça, nada suaviza esse cheiro, mesmo com esforço. Sempre que me sentia mal, ia escrever, agora nem isso faço mais, só tenho forças pra chorar, odiar, rir um pouco da minha própria situação e desejar, milhares e milhares de coisas. PENSAR! Claro, como pude esquecer. Meu pensamento me domina. Embora haja uma frase que diga exatamente o oposto, acho que o pensamento de todos os domina, senão, só pensaríamos quando quiséssemos e estamos pensando a todo instante. Sonho é pensamento desacordado, mas não deixa de ser um. Queria que todos os meus pensamentos fossem escritos, um dia faria um livro de vários deles. Me distraio com futilidades e sinto um vazio maior que o espaço que ele podia ocupar. Mas quer saber? Acho que eu nem ligo mais...

sábado, 11 de junho de 2011

Nostalgia

Por várias vezes, por vários motivos tenho vontade de vir aqui escrever, sei que nem preciso de inspiração pra isso, só vontade. Mas aí me bate aquela preguiça ou qualquer outra coisa que faz aquela vontade grandona ir embora, mas hoje não, hoje eu decidi mesmo escrever.
Estava eu no orkut de uma colega de tempos atrás, quando vejo a foto de uma menina que foi a minha melhor amiga na 3ª série! Isso pode parecer muito bobo, mas me deu uma emoção gigantesca, gigantesca! E pelo orkut dela achei o de um garoto que é primo da colega de anos atrás e que foi um dos meus primeiros amores infantis, coincidência, não? Quando vi isso tive uma mistura de sentimentos, fiquei muito contente por ter visto os amigos, lembrado daquele tempo tão gostoso, e fiquei triste porque ele passou, e junto com o tempo várias outras coisas passaram, até mesmo o meu amor e a minha melhor amiga de quando eu tinha 9 anos, eu deixei com que eles virassem passado. Quem era minha melhor amiga vai ser só mais um amigo no meu orkut, o meu príncipe, idem. Minha vida já mudou muito depois daquilo, a deles também. A vida daquela faxineira bem simpática que me dava bom dia todas as vezes que eu ia pegar papel pra soar o nariz devido a rinite, o porteiro que me deixava entrar atrasada, aquelas professoras que me ensinaram tanta coisa incrível e aquela garotinha nerd que sentava na primeira carteira... é a vida deles mudou também, está em constante mudança. A gente deixa com que as pessoas passem por nós, pessoas fantásticas, daquelas que você queria que o mundo fosse cheio, a gente deixa que elas virem números.
Às vezes eu sinto tanta vontade de voltar, de ter as preocupações que eu tinha antes, as obrigações de antes, a inocência de antes...
'Que saudade!' é a única coisa que eu consigo dizer, é a única coisa que eu consigo pensar agora, nada que eu diga vai conseguir expressar o que eu to sentindo agora, a saudade imensa que eu tenho.
E mesmo que tudo isso tenha passado, e que a minha vida e a de muitas pessoas importantes e nem tão importantes assim na minha vida tenha mudado um bocado, eu sinto o maior gosto em lembrar do rosto daquela japinha que há 7 anos atrás abria a palma da mão esquerda, passava o indicador direito por cima do M natural da mão e dizia: M e Moreira.

domingo, 1 de maio de 2011

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Sinto muito! Mas sinto muito... não consigo demonstrar.
                                                                       (Jennyfer Rosa)

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Não tenha medo de ser quem você realmente é.
Não se preocupe se vai agradar ou não, é impossível agradar a todos
Se falaram mal até de Deus, por que não falariam de você?
           
                                                               (Jennyfer Rosa)

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Louca de Pedra!

Há uma louca perdida por ai.
Perdida por fora e por dentro de si.
Não se conhece, não se entende, 
mas ainda assim se ama.
Ela tenta das formas mais loucas
se entender, se explicar, tentar
explicar o pouco que ela conhece dela, ou acha que conhece.
Ela chora, ela ri, ela surta sempre mais, ela briga, ela ama,
ela sente dor, ela sente tudo! Até o que não deve sentir.
Mas... de uma hora para outra não sente mais nada,
e isso sempre a preocupa, ela tem medo de deixar de sentir,
e com isso, deixar de existir.
Ela tem medo, talvez seja o que ela mais tem, ou não.
Ela tem também um enorme coração e grandes sentimentos, mas
nem ela sabe porque tem tanto medo de mostrar.
Será que isso parece arriscado pra ela?
Ela se culpa por não conseguir ser o que ela quer, mas... ela não sabe o 
que quer ao certo, isso também a preocupa.
A única coisa que ela quer, é arranjar uma forma de se tornar imortal, 
especial, de se sentir amada sempre, ela é carente.
Ela só quer ser notada, ser feliz! Só isso...
Ela espera um dia parar de se atormentar com seus dilúvios de dúvidas, 
descrenças e crenças obsessivas.
Ela sabe que não é comum, e gosta disso, mas queria, mesmo que por 
alguns instantes se sentir assim, só pra ver se pra ela é melhor.
Mas ela não pode.
E agora, quem sou eu? Uma louca de pedra!
Sim, a tal louca de quem falava.


(Jennyfer Rosa)

sábado, 15 de janeiro de 2011

Num piscar de olhos

Num piscar de olhos tudo muda.
Uma flor nasce, uma borboleta morre,
O dia corre, o bom vira porre.
Um neném chora, a menina namora,
A fila demora, o mendigo pede esmola.
A senhora enfarta, o salário é dado,
Imposto é cobrado, no correio uma nova carta.
O som da gargalhada, maquiagem pra balada,
Um tapa na face, a briga é perdoada.
Um beijo é roubado, um tiro é disparado,
Uma árvore é derrubada, uma ocasião comemorada.
Uma casa se levanta, um gol é feito, 
Mudamos de presidente, senador e prefeito.
A maçã apodrece, alguém te esquece,
Ajoelham-se para a prece, o pior acontece.
Ou você simplesmente se apaixona por alguém.

                                                                      (Jennyfer Rosa)